sábado, 11 de julho de 2015

As Coisas tão Mais Lindas!







Ei, olá! Inusitado estar eu aqui escrevendo pra você, escondido em silêncio num canto, tramando palavras, letras e frases com a intenção de lhe explicar algo que nem sei o que e como, ou mesmo escapar da angústia do silêncio ou da ansiedade dos assuntos pendentes, tendo criado o ambiente perfeito pra que a inspiração me invada, com a seleção musical própria e até mesmo a temperatura e a luz adequadas. Talvez seja mais algo feito pra mim mesmo, uma vez que quando eu me vejo nessas batalhas, gosto de desabafar escrevendo e, assim, escrevo quase sempre. Já enredei livros inteiros, com estórias, ou histórias, cheias de detalhes e coisas que não disse a ninguém. Enfim, é provável que eu apague e reescreva tudo, ou que nem avance na empreita e pare agora mesmo; é provável que eu, num assalto tresloucado, lhe envie tudo pela internet ou coloque tudo em um envelope branco e deixe debaixo da sua porta, e depois suma, arrependido... Talvez nem mesmo lhe entregue e este texto acabe por terminar empoeirado, como tantos outros. Não sei... Bem, o fato é que preciso mesmo desabafar e, desabafando, eu lhe digo, sem temor: eu me apaixonei por você! E por quê? Porque talvez eu tenha sentido algo diferente desde o primeiro momento em que, simplesmente, ouvi seu nome e falar de você assim que cheguei nesta cidade, ou no momento em que eu lhe vi ou toquei pela primeira vez, sem poder me esquecer desses insuperáveis momentos. Talvez porque, lhe encontrando, tenha percebido que o que eu senti, tinha fundamento e em você vi, ao menos por agora, tudo aquilo que, há tempos, depois de derrotado, desanimado, tramei pra mim, tudo o que entendo deva ter uma pessoa pra me fazer feliz e pra deixar que eu a faça também feliz. Talvez porque você me pareça ter necessidades às quais quero estar atento. Talvez seja por conta de tantas coincidências e pensamentos afins, de tantos momentos comuns vividos isoladamente, por cada um de nós, sem qualquer aparente liame, mas com uma identidade inexplicável. Provável seja porque você representa mesmo tudo aquilo que é descrito por aquela música, tendo o melhor dos dois mundos; sendo forte, mas carente; humilde, mas ambiciosa; com um estilo seletivo, mas imprudente; com conselhos tendenciosos e réplicas rápidas, sem deixar, docemente, a gente terminar de falar; que possa me derrubar, mas também me levantar, sugerindo, simplesmente, que você é, nada mais, nada menos do que a Felicidade... E fim! Não sei explicar, ao certo, mas acontece que acredito em certas coisas relevantes e, uma delas, seja o Amor. Não o amor que a gente está acostumado a ver nas estórias e filmes; não o amor que as pessoas costumam escolher levianamente; não o amor vazio e superficial, mas, sim, o Amor verdadeiro e que pode transcender a própria vida. Acredito nesse sentimento que nos dá força e nos impele sempre em busca de preencher o inexplicável vazio que a gente sente, como se tivéssemos saudade de algo que nem mesmo sabemos o que seja e nos provoca a buscar esse complemento em algum outro lugar ou em alguma outra pessoa ou coisa. Creio nesse sentimento que nos faz querer compartilhar o tempo ou construir algo ou caminhar eternamente ao lado de alguém, sem pesares, tristezas, egoísmos ou individualismos, como quando duas pessoas se tornam uma só, completamente satisfeitas. Sinto, desde a minha mais remota lembrança, um desejo enorme de encontrar quem irá me completar e, em busca dela, eu me guio pela empatia, por esse mesmo sentimento que senti, desde a primeira vez que ouvi falar de você, e que me assevera, ou me engana, dizendo que minha metade é, ou pode ser, você, somando-se ao fato de que todos os caminhos tortos que tomei, todas as escolhas equivocadas que fiz, de um modo ou de outro, sempre me conduziam pro mesmo lugar, de molde a promover esse suposto (re)encontro... Você também não tentou escolher outro caminho, mas que lhe trouxe a este ponto de volta?! Incrível pensar isso, porquanto depois de tantos desencontros, desilusões e tentativas canhestras, ainda assim, eu continuo acreditando e sabendo o que eu quero e, mesmo que essa busca me parta de novo, que me quebre outra vez, ainda assim, preciso tentar, porque não me vejo pela metade e me pretendo completo. Todavia, como já disse no início, inusitado eu estar escrevendo, porque prometi a mim mesmo me retirar desta justa. E por quê? Porque sei do momento que você vive e não quero me atropelar. Não porque me disseram, mas porque soube desde a hora do nosso primeiro encontro, no seu olhar por vezes perdido no espaço, vazio, em busca de memórias, de um conforto distante. Sei que você encontrou alguém e, desse modo, não pretendo me interpor nesse caminho; a uma, porque não lhe vejo como algo disputável, como troféu, como ponto de chegada, mas, sim, como partida; a duas, porque acho que desta iniciativa de me expor possa advir mágoa, tanto pra mim quanto pro outro ou pra você, o que espero, especialmente, evitar; a três, porque, mesmo querendo seja diferente, tudo possa restar baldado e infrutífera a tentativa. Ainda assim, mesmo prometendo a mim mesmo que iria me calar e não tentar nada, tenho sido fraco e me entregado ao desejo, à vontade, mais instintiva do que racional, de estar ao seu lado, de lhe falar e sentir essa dicotomia especial que é só sua. Tudo porque eu ainda sigo acreditando que é possível ser feliz e viver um grande, verdadeiro e inigualável Amor; tanto quanto penso você mesma acreditar. Se estou me metendo no seu caminho, atrapalhando o que você está vivendo ou lhe causando problemas, saiba que nunca quis isso e nunca pretendi fazer algo errado ou lhe tumultuar em um momento delicado. Entretanto, a par de, muitas vezes, o sentimento não ser de nossa escolha, também tenho de ser honesto comigo e me calar, por enquanto, tem me esvaziado. Daí que decidi, então, antes de me retirar, não por fraqueza, mas por cautela, lhe deixar esta carta, já, de pronto, esclarecendo que não se trata de covardia ou mesmo contradição com o que venho lhe falar, porque não almejo fugir ou deixar de sentir o que estou sentindo ou abrir mão de você, mas, por respeito ao momento que você iniciou sem mim, no qual entrei meio que torto, por consideração à necessidade da experiência que você precisa viver, à busca em que você tem se lançado, eu não posso tomar outra decisão que não essa. Também não posso pretender, por egoísmo, causar a outra pessoa o sofrimento que já me causaram, porque, veja, eu já estive nessa posição antes, mas em um diferente polo do que agora. Assim, então, mesmo sabendo que, pra mim, não é a melhor escolha e que, certamente, vou dela me arrepender, não tenho como brigar por algo diferente, sob pena de, ao invés da felicidade que pretendo, provocar disceptação e mágoa. Todavia, por derradeiro, eu lhe peço que conserve em você estas palavras alinhavadas rapidamente, bem como os poucos, porém reveladores, momentos que tivemos juntos, e, acaso esta sua presente jornada se mostre infrutífera e não lhe conduza a lugar algum, lembre-se de mim, de minhas pretensões e me procure! Porque, se eu estiver certo, e esse momento for a hora do encontro desejado ou de um reencontro esperado, eu gostaria de ter a chance de lhe provar, ou me refutar, que você pode ser a mulher da minha vida, enquanto eu posso ser o homem da sua, em todas as formas que esperamos, transformando esse vago e distante sonho acalentado, em uma maravilhosa e esplêndida realidade. Reafirmo: ficarei, serenamente, lhe aguardando, até o fim da minha busca. Que Deus lhe dê, então, as maiores felicidades, como você espera e merece, porque, de tantas pessoas que conheço, talvez você seja uma das mais especiais; e de todas as coisas tão mais lindas, nas quais só reconheço suas cores belas, e que são mais lindas quando você está, onde você está, você é, de todas, a mais bela. Como lhe disse: você já é parte indissociável de mim e, pra sempre, irei de você me lembrar. Um forte abraço e um grande beijo. Força e fé sempre pelo caminho...




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